Israel volta a bombardear Gaza após acusar Hamas de romper cessar-fogo e atacar militares
ISRAEL lançou ataques aéreos em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, nesta manhã, acusando o o grupo Hamas de violar o cessar-fogo em vigor.
Um porta-voz militar afirmou que o grupo realizou “múltiplos ataques contra forças israelenses além da linha amarela”, área à qual as tropas israelenses se retiraram conforme a primeira fase do acordo mediado pelos EUA.
A IDF afirmou que suas tropas, atuando para desmantelar “infraestrutura terrorista” conforme o acordo de cessar-fogo mediados pelos EUA em 10 de outubro, foram alvo de disparos de foguetes e metralhadoras, caracterizando uma “violação flagrante do cessar-fogo”. Em resposta, Israel começou a atingir túneis e instalações militares utilizadas por grupos armados.
Hamas, que governa Gaza desde 2007, negou envolvimento nos confrontos em Rafah e afirmou permanecer comprometido com o cessar-fogo, acusando Israel de “violar o acordo e fabricar pretextos para justificar seus crimes”. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, pressionado pela coalizão de extrema-direita, ordenou que suas forças atuem “com firmeza contra alvos terroristas”.
Nos últimos dias, ataques israelenses mataram ao menos oito palestinos em Gaza, ferindo três e deixando dez corpos recuperados, segundo o Ministério da Saúde administrado pelo Hamas. Muitas vítimas ainda permanecem sob escombros, inacessíveis a ambulâncias devido à presença militar israelense.
A situação humanitária permanece crítica: áreas de Gaza ainda sofrem com fome, destruição de edifícios e dificuldades de acesso a serviços de emergência. Especialistas alertam que, sem a presença de uma força internacional robusta, o risco de novos confrontos entre facções palestinas e entre Israel e Hamas é elevado.
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